Violência em Braga: uma questão de planeamento urbano

Autor: Artur Feio
Presidente da Comissão Política Concelhia

A percepção de violência em Braga atingiu níveis muito acima do tolerável e não existem respostas simples para problemas complexos.

Pode-se aumentar a iluminação, a video-vigilância, o policiamento, etc., mas há relação entre o desenho urbano e a criminalidade pelo que o planeamento urbano deve fazer parte das estratégias de combate à violência.

A cidade de Braga está partida sendo a Av. Padre Júlio Fragata a barreira que separa a Universidade da Cidade, o que criou a existência de espaços menos conectados e isolados, vulneráveis à degradação e delinquência.

Apesar das promessas de Ricardo Rio, desde 2013, de resolver este obstáculo, a verdade é que não só não o resolveu como o agravou com a retirada de transportes públicos da Rua Nova de Santa Cruz, que constituíam um factor dissuasor de comportamentos anti-sociais.

Ricardo Rio não conseguiu com as obras na Rua Nova de Santa Cruz criar percursos pedonais e cicláveis perceptíveis, com referências visuais que dessem a percepção de segurança, valorizando as pré-existências e as referências culturais.

A violência urbana é um dos principais indicadores da qualidade de vida das cidades pelo que CMBraga deve fomentar a acessibilidade e vigilância natural do espaço público permitindo-nos utilizá-lo.

Uma sugestão: retomar, desde já, o percurso dos TUB pela Rua Nova de Santa Cruz e eliminar a barreira que constitui a Av. Júlio Fragata contribui para a não segregação do Campus de Gualtar da Universidade do Minho com efeito na criminalidade.